Apneia do sono pode aumentar risco de diabetes, diz estudo

Um estudo feito por cientistas da Universidade do Instituto de Política de Saúde, Gestão e Avaliação de Toronto, no Canadá, descobriu que a apneia do sono pode estar relacionada com um maior risco de diabetes. O relatório foi publicado online dia 06 de junho do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

 

A equipe coletou dados de 8.678 adultos que foram diagnosticados com apneia do sono entre 1994 e 2010 - inicialmente, nenhum deles tinha diabetes. Os participantes foram acompanhados até maio de 2011. Durante esse tempo, 1.017 (11%) dos pacientes desenvolveram diabetes.

 

Os pesquisadores descobriram que aqueles com a apneia do sono mais grave tinham um risco 30% maior de desenvolver diabetes, e pacientes com apneia leve a moderada eram 23% mais propensos a desenvolver a doença.


De acordo com os cientistas, a apneia do sono pode resultar em menos de oxigênio atingindo as células do corpo, um sono deficiente e um aumento da frequência cardíaca - todos fatores associados ao surgimento do diabetes. Esses resultados ainda têm algumas limitações, afirma, principalmente porque não foram avaliados alguns fatores de risco para a doença, como histórico familiar de diabetes. Entretanto, outros pontos foram levados em conta, como idade, sexo, peso e tabagismo.

 

A equipe ressalta que a pesquisa é observacional, e portanto não pode provar uma relação de causa e efeito. Os resultados mostram apenas que existe uma relação entre os dois problemas.

 

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 13 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Entre 2000 e 2010 o diabetes matou mais de 470 mil pessoas no país, fazendo com que o Brasil já ocupe a quarta posição em prevalência da doença em todo o mundo. Hoje, são mais de 13,4 milhões de portadores do diabetes tipo 2, especialmente pessoas acima de 40 anos. Além disso, um levantamento do Instituto Ipsos em parceria com a empresa farmacêutica Novo Nordisk mostra que aproximadamente 10% dos brasileiros (19 milhões de pessoas) corre alto risco de desenvolver a doença, se não mudarem seus hábitos. Dentro desses 10%, aproximadamente 60% das pessoas não acredita que está em grupo de risco - o que é muito grave. Além disso, a maioria dos brasileiros não acredita que mudanças no estilo de vida sejam efetivas para prevenir o diabetes tipo 2. É o que afirma a pesquisa "Diabetes: mude seus valores" desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Diabetes.


Fonte: minhavida.com.br